Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas. Mostrar todas as postagens

Entenda por que os motores vibram.

Saiba a origem da vibração nas motos e como reduzir esse indesejável efeito.

Começa com um formigamento nas mãos, depois são as solas dos pés que passam a ficar insensíveis. De repente, parece que o mundo todo está tremendo. Este efeito indesejável é a conseqüência natural do funcionamento do motor. As vibrações variam de acordo com o tipo de ciclo do motor (dois ou quatro tempos), o número de cilindros (quanto mais cilindros, menor a vibração), a capacidade volumétrica (a cilindrada) e o investimento de cada fábrica no sentido de atenuá-las. Eliminar de vez é impossível.

Existem dois tipos de movimento atuando dentro de um motor: o alternado e o rotatório. A única exceção feita a estes dois tipos é a biela, um caso particular porque uma parte move alternadamente (seu pé) junto com o pistão, enquanto outra (a cabeça) move rotatoriamente junto com o virabrequim. A biela tem três partes, sendo chamada de cabeça a parte que se prende ao virabrequim; pé é a parte que se prende ao pistão e a haste, que é a ligação entre o pé e a cabeça. Muita gente costuma inverter o pé com a cabeça.

Como surgem

Os movimentos do motor criam forças, divididas basicamente em três: força inercial, provocada pelo movimento alternado, e força centrífuga, provocada pelo movimento rotatório. A terceira força é criada pela variação de pressão dentro da câmara de combustão.Todas estas forças se descarregam sobre o bloco do motor, quadro e mancais de apoio, sendo que a força centrífuga e a força motriz têm uma elasticidade que fazem o motor efetuar pequenos deslocamentos, que se repetem ciclicamente conforme o regime de rotação. Tais deslocamentos pequenos, rápidos e contínuos são definidos exatamente como vibração.

Para eliminar a vibração no virabrequim é tecnicamente simples: basta criar uma força igual e contrária para obter uma resultante nula. Para isso basta colocar contrapesos correspondentes a cada mancal do virabrequim, divididos em massas e que somadas têm a mesma massa dos componentes em rotação. Muitas motos usam esse recurso, caso das CB 400/450. Por isso é que os preparadores gastam seus neurônios tentando aliviar o peso das peças móveis. Isto diminui a força de inércia e aumenta o regime de rotações, elevando a potência.

Todo cilindro tem sua fase ativa, a cada duas voltas do virabrequim (motor quatro tempos) ou a cada volta (motor dois tempos). Durante a fase ativa, a combustão gera um impulso sobre o pistão, de forte intensidade e breve duração. Por causa da pequena inclinação da biela, este impulso se descarrega em parte sobre o virabrequim e parte na parede do cilindro, criando a tendência do motor girar sobre si mesmo, em torno do eixo do virabrequim.

Aí entram em cena peças importantes: os apoios do motor ao quadro (alguns com coxins de borracha), que impedem o motor de dar cambalhotas por todo lado. Mas não conseguem impedir totalmente que parte destes movimentos estranhos se transmita ao veículo. Existem formas de minimizar este fenômeno (além do uso de coxins de borracha, é claro): dividir a cilindrada em vários cilindros, reduzindo assim a intensidade dos impulsos. Ou colocá-los de forma opostas, como no motor boxer da BMW. O movimento de um pistão ajuda a equilibrar o outro, em um vai-vem eficiente.

Combate à vibração

Uma vez que não é possível acabar com a vibração, é preciso reduzir seus efeitos. A solução mais simples seria aumentar o número de cilindros. Em segundo lugar, acrescentar um ou até dois eixos balanceiros. No primeiro caso, a força inercial de um cilindro é anulada pelo outro correspondente. Diminuindo-se a cilindrada de cada cilindro, diminui-se também os pesos em movimento alternado, o que reduz as vibrações. Por isso, um motor Four (de quatro cilindros) vibra menos que um de apenas um cilindro.

No caso dos eixos balanceiros, coloca-se dentro do motor um “falso virabrequim”, um eixo rotativo que gira no sentido contrário ao virabrequim “verdadeiro”. Desta forma o balanceiro vai criar forças opostas às criadas pelo virabrequim. Com isso são balanceadas as vibrações primárias (de alta freqüência), as mais prejudiciais. Mas, não são eliminadas as vibrações secundárias (de baixa freqüência). Para se obter um equilíbrio maior seriam necessários dois eixos balanceadores ligados entre si, uma solução utilizada no velho motor da Honda 400/450.

Em alguns motores modernos os comandos de válvula também têm eixos balanceiros para eliminar ainda mais as vibrações. A solução mais confortável para o motociclista é isolar a transmissão das vibrações do motor para o quadro, utilizando mancais elásticos. Estes mancais elásticos são peças de metal e borracha que ficam entre o bloco do motor e os pontos de fixação no quadro.

Uma boa manutenção periódica do motor também contribui para reduzir as vibrações. Quando o motor começa a apresentar perda de potência, de compressão ou for vítima de um travamento, o melhor remédio é fazer uma retífica, trocando anéis, pistão e juntas para deixar o motor “justo”. As folgas nas bielas são as maiores contribuintes para aumentar a vibração de um motor.

Constantemente as fábricas investem em pesquisa e desenvolvimento em tudo que produz vibração (combustão, balanceamento de componentes, mancais, etc), sem levar em conta o que é viável ou não industrialmente. Depois é que se analisa a relação custo-beneficio para aplicar o desenvolvimento às motos de produção.

Como ajudar

Ao contrário do que se pensa, a vibração é mais sentida quando o motor está “caindo” de rotação e não subindo. Para medir se uma moto apresenta um nível alto de vibração, coloque-a no cavalete central (ou lateral) e ligue o motor. Acelere até a rotação de potência máxima e solte o acelerador. Quando a rotação estiver perto do torque máximo, será o momento de maior vibração. Repare como a imagem refletida nos espelhos fica tão embaralhada que mal dá pra ver alguma coisa. Se a moto não tem conta-giros, sem problema, basta acelerar e soltar para “sentir” a vibração.

Alguns cuidados podem reduzir os efeitos e desconfortos provocados pela vibração. Uma simples tira de borracha (de câmara de pneu) entre a placa e o suporte já serve para reduzir a transferência da vibração, que normalmente faz a placa quebrar ao meio. Outra solução simples é adotar as proteções de borracha nas pedaleiras das motos fora-de-estrada ou até mesmo uma manopla de espuma mais macia. Parece óbvio, mas as manoplas gastas aumentam barbaramente a sensação de vibração. Já existem até manoplas de espuma bem macias. Neste caso, o uso de um bom e novo par de luvas também colabora bastante.

Quando for lavar a moto em casa, aproveite para verificar aquelas borrachas que ficam entre o tanque de gasolina e o quadro. Algumas delas ressecam, endurecem e não conseguem absorver as vibrações. Trocá-las é fácil e custa pouco. Ultimamente até as motos mais simples – como Sundown Web 100, Honda Biz 125 ou Suzuki Burgman 125 – contam com ponteiras de metal na extremidade do guidão. Estas ponteiras também têm a finalidade de eliminar parte da vibração sentida nas mãos. Por isso não se deve retirá-las, nem trocar por peças de plástico, mais leves. Nas motos fora-de-estrada elas devem ser mantidas mesmo se for usado o protetor de mão.

A importancia do capacete.

Vídeo mostra o que pode acontecer se você estiver sem capacete.

Entenda como funciona o tanque reserva nas motos.



Tenho percebido que muita gente não entende bem o funcionamento da reserva de gasolina das motos. A maioria das motos possui tanques de combustível com reserva, sendo raros os modelos que não possuem tal função. Aprenda abaixo um pouco sobre o tanque de gasolina da sua moto e sobre como a reserva de combustível funciona.

A reserva é uma pequena quantidade de combustível que fica “guardada” dentro do tanque de gasolina, e que serve para que você tenha um pouco de combustível para poder chegar ao posto de gasolina mais próximo para abastecer. É extremamente útil, pois de outra forma, quando a gasolina acaba, a moto simplesmente para e te deixa na rua.

De todas as motos CARBURADAS que eu conheço, a Honda Falcon é a única que NÃO possui este recurso. Eu acredito que devam existir outros modelos também, mas eu particularmente só conheço a Falcon. Todas as outras motos que andei e prestei um mínimo de atenção eram dotadas de reserva de combustível, mas afinal, como funciona?

Muita gente acredita que o tanque de gasolina da moto é dividido em dois: Um normal e um de reserva. Isso, de um certo modo, não deixa de ser verdade, porém, não é tão simples assim. Algumas pessoas chegam a acreditar que devem abastecer a moto duas vezes! Uma com a torneira na posição “Reserva” e outra com a torneira na posição “On”, pois acreditam que ao abastecer, apenas o tanque “ativo” é abastecido.

Pelo desenho, fica mais fácil entender. Na verdade, o tanque É UM SÓ. A gasolina da reserva e a normal na verdade são a mesma gasolina. O que acontece é o seguinte: A torneira de combustivel possui 3 posições: On, Off e Res. Na posição On, a gasolina é sugada a partir da ponta deste canudo, que fica em uma parte alta do tanque… Ou seja, se o tanque está cheio, a ponta do canudo está submersa na gasolina, e então a gasolina vai para o carburador. Quando o tanque esvazia até o ponto em que a ponta do canudo já não fica mais submersa, então o carburador passa a não receber mais gasolina. Porém, ainda há gasolina no tanque!

Neste momento, você percebe que a sua gasolina está para acabar (restam apenas os 2 ou 3 litros da reserva, dependendo do modelo da moto). Então, já que você está sabendo que a gasolina está acabando, basta virar a torneira para a posição RESERVA e a gasolina começará a ser retirada da parte mais baixa do tanque, da base do canudo, que ainda está submersa com gasolina.

Viu como é simples? Quando você encher o tanque de novo, tanto a reserva quanto o restante do tanque serão preenchidos com gasolina, e você poderá voltar a posição da torneira para ON. Se você esquecer a torneira na posição RES, a gasolina será sempre retirada da parte inferior do tanque, e quando ela estiver acabando, você não saberá, pois você já está consumindo a gasolina da reserva sem perceber. Portanto, sempre que for abastecer, lembre-se de voltar a torneira para a posição ON.

Motos com injeção eletrônica geralmente não tem a torneira de combustível. No lugar dela, existe uma bomba de combustível que possui uma boia dentro do tanque, e que avisa quando a nível de combustível chega a um valor pré-estabelecido. Assim, uma luz no painel se acenderá e um novo hodômetro será iniciado, para que você saiba quanto já consumiu da reserva e quanto ainda resta.

Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina
Powered by Blogger